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Exposição O Sertão Virou Mar estréia 9 de setembro

Exposição O Sertão Virou Mar estréia 9 de setembro

Sertão Virou Mar, com curadoria de Marcus de Lontra Costa: Azol, artista potiguar com formação em Cinema e Artes Gráficas, apresenta sua exposição multimídia

O artista multimídia que sempre utilizou diferentes plataformas em prol da criatividade, Azol usa diferentes linguagens para revelar um sertão mágico na exposição “O Sertão Virou Mar”. Por meio de fotomontagens, pinturas e uma videoinstalação, ele contempla este mundo utópico de dia 1. 09 de setembro no Centro Cultural Correios RJ.

Imagem: Divulgação
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Azol mora em São Paulo há quase 30 anos, mas nasceu no Rio Grande do Norte e tem o Sertão em seu DNA, enraizado em seus ancestrais – pais, avós, bisavós – todos de lá. É um tema recorrente no seu trabalho: já inspirou muitas telas e produziu uma coleção de mais de 6.000 fotografias tiradas em duas longas caminhadas ao longo do percurso do Cangaço em laboratórios e pesquisas. Há alguns anos fez uma curadoria o que resultou em uma seleção de 60 fotos, matriz de suas primeiras fotomontagens combinando fotografia e pintura, iniciadas pelo historiador Marcus de Lontra Costa, curador de O Sertão Virou Mar.

O objetivo, trazer elementos dramáticos para a narrativa e criam imagens que remetem ao realismo poético.

“Tento ajudar o espectador a embarcar em uma jornada ao sublime. O mar é uma metáfora utópica para a criação de um sertão que é o contraponto da sua realidade. As fotografias resultantes apresentam fragmentos da realidade que são permeados por diversos significados e sentimentos, tornam-se plurais, transformados pela provocação da imaginação. A caatinga, a seca, a aspereza e rudeza dos ambientes cadastrados se transformam em novas realidades que a chuva poderia revelar em nosso inconsciente: abundância, esperança, fertilidade. O mar é água, é a força transformadora do Sertão; nos chama a construir uma existência possível”, avalia Azol.

imagem: Divulgação
Exposição O Sertão Virou Mar estréia 9 de setembro
imagem: Divulgação

Nesta série de fotomontagens, a sobreposição das duas linguagens foi combinada com o uso de filtros multicamadas.

“A técnica usada é essencialmente uma colagem digital. Transferi as fotos e pinturas e manipulei as imagens. O processo leva muito tempo … Demorou meses tentando conseguir um resultado satisfatório”, explica a artista.

Estendendo-se na fronteira entre ficção e realidade, o horizonte explora situações que distorcem os cenários e cria uma representação excêntrica que amplia a percepção. As várias leis que regem este novo mundo são aceitas pelos olhos da realidade óbvia do homem e convidam o espectador a explorar suas próprias fantasias e sonhos.

Por Marcus de Lontra Costa (Texto):

PELOS SERTÕES

Há um sertão que se apresenta através de uma paisagem árida, sofrida e cheia de necessidades e onde a vida e a morte se sucedem no meio do vazio e do silêncio.

Há um sertão que se revela através da mitologia e da crença de que Cabanas se transformaram em catedrais, a melancolia em rara e perturbadora beleza.

Há um sertão que habita a alma de todos nós, resgatando memórias, descobrindo verdades e mentiras nunca antes vividas neste reino da imaginação.

Há um sertão que salva vários outros, que amplia a memória, amplia a vista, aquece o coração como uma velha canção, um relicário de memórias.

Azol vagueia por suas terras, viaja por suas paisagens e por meio de fotografias, pinturas e até objetos, construindo um mundo que surge do talento e da sensibilidade de cada artista para difundir encantos, segredos e descobertas que fazem a vida humana pelos diversos cenários girar em uma aventura.

Tudo aqui inspira cuidado, olhar delicado e um equilíbrio curioso para fazer parte integrante desta paisagem e ao mesmo tempo manter um certo distanciamento para identificar e valorizar elementos que fazem o espectador querer decifrar e saber mais profundamente o que as imagens oferecem ao olhar.

Potiguar, o artista mora na cidade de São Paulo há muito tempo. Esse ser urbano, em meio a uma paisagem cercada de prédios e concreto armado, convive com o outro (e mesmo) sertanejo que entende a distância, a profundidade, o volume e as cores de uma realidade, o afeto, o sentimento e a inteligência estruturada do artista. Azol atua como condutor de diversos saberes, suavizando conceitos e imagens que representam e recriam a imensidão das diversas realidades sertaneja.

Este é o Sertão transfigurado; Esta é a revelação da riqueza misteriosa desta paisagem cheia de surpresas e segredos. Este é o conjunto de uma série de trabalhos elegantes e precisos com os quais o artista está a construir uma exposição sensível que expande a perspectiva regional para se afirmar numa linguagem apurada que revela todo o sertão que permanece na nossa mente e no nosso coração.

Saiba mais sobre Azol

Artista visual formado em cinema e gráfica nos Estados Unidos, Azol já dirigiu curtas-metragens e produziu conteúdo para as redes de televisão Manchete, Bandeirantes e Globo. Já trabalhou com publicidade e participou de projetos de criação para internet e vídeos corporativos para empresas. Desde 2010 trabalha em seu estúdio em São Paulo, onde realiza pesquisas artísticas em diversas plataformas (pintura, escultura, colagem, pintura mural, videoarte e fotografia). Já realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior (França, EUA e Nações Unidas) e participou de feiras de arte no Carroussel Du Louvre em Paris e Art Expo em NY. O artista já participou de grupos de estudo de pintura e roteiro, oficinas de poesia e criação, outra paixão sua. Possui obras nos acervos da Pinacoteca do Rio Grande do Norte, Funcarte (Prefeitura de Natal) e Sistema Fiern (associação industrial e comercial do RN). Em 2020 graduou-se pela Fundação Cidade de São Paulo (Academia de Ciências, Letras e Artes).

Serviço:

O Sertão Virou Mar” – Azol apresenta uma exposição multimídia com um conjunto de montagens fotográficas, pinturas e instalações com projeção de vídeo.

Abertura: quinta-feira, 9 de setembro às 17h30
Período: de 10 de setembro a 24 de outubro de 2021

Curador: Marcus de Lontra Costa

Centro Cultural Correios RJ

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ.

Visita: terça a sábado, das 12h00 às 19h00

Entrada gratuita

Informações para a imprensa:
Bia Sampaio (BriefCom) – (21) 98181-8351 / biasampaio@briefcom.com.br

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