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A “fadinha” Rayssa continua voando

A “fadinha” Rayssa continua voando
imagem: Canva.com

No último fim de semana de agosto Rayssa Leal, a “fadinha” do street skate, se tornou campeã da primeira etapa do circuito mundial da modalidade em Salt Lake City, nos Estados Unidos. E foi com muita emoçao mesmo, porque ela virou o placar na última manobra com um 8.5, melhor nota do evento. Assim conquistou a etapa de abertura da temporada 2021 da SLS. Na última rodada de manobras, Rayssa precisava de uma nota 8.3 para ultrapassar Funa Nakayama, e incrivelmente conseguiu uma nota 8.5. Foi a maior nota da história da SLS feminina, já que nenhuma mulher havia obtido um flip 360º seguido de uma manobra no corrimão até este momento, em uma competição oficial Betboo

Uma pequena que é gigante

Jhulia Rayssa Mendes Leal, mais conhecida como Rayssa Leal nasceu um 4 de janeiro de 2008 na cidade de Imperatriz, no Estado de Maranhao. Popularmente chamada de “fadinha do skate”, ganhou esse apelido após ter seu vídeo viralizado na internet aos oito anos de idade, fazendo manobras de skate fantasiada de fada. Morando na cidade que a viu nascer, ela alterna os estudos escolares com os treinamentos no esporte que começou a praticar aos seis anos de idade, após receber um skate de aniversário do seu pai. Representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começaram 23 de julho de 2021, e conquistou a medalha de prata, se tornando a atleta mais jovem da história do Brasil a receber uma medalha. Além disso, se convertiu  na atleta mais jovem do Brasil a participar de uma Olimpíada. E foi uma das três atletas que representaram o Brasil no Street feminino. Na Olimpíada de Tóquio, a “fadinha” foi acompanhada pelas amigas Pâmela Rosa e Letícia Bufoni.

Garota estrela

Rayssa Leal ganhou atenção na internet por meio de um vídeo pulando uma escada de Heelflip, que sua mãe filmou em 7 de setembro de 2015 e enviou a Tony Hawk, o skatista mais conhecido do mundo. Nessa época o americano  fazia sempre um post com a melhor manobra do dia. Foi assim que no dia seguinte a receber o vídeo ele repostou no Twitter e comentou: “Eu não sei nada sobre isso, mas é incrível: um heelflip no estilo de conto de fadas no Brasil.” Rayssa competiu no Street League Skateboarding Championship -SLS- de Londres 2019, ficando em terceiro lugar com uma pontuação de 26,0, terminando acima de Alexis Sablone, Letícia Bufoni e outros skatistas, mas atrás da brasileira Pâmela Rosa e da australiana Hayley Wilson. No mes de julho de 2019, ela ficou em primeiro lugar no Street League Skateboarding Championship, em Los Angeles, liderando o pódio à frente de Pâmela Rosa e Alana Smith. E ganhou um quarto lugar por sua primeira aparição nos X Games. Em 2021, ao conquistar medalha de prata na modalidade Street dos Jogos Olímpicos de Tóquio tornou-se a medalhista mais jovem da delegação brasileira, aos 13 anos e 203 dias. Além disso, tornou-se a pessoa mais jovem em 85 anos a ganhar uma medalha em Olimpíadas, desde a italiana Clara Marangoni, em 1928, e também tornando-se a sétima pessoa mais nova da história a faturar uma medalha. No último fim de semana a “fadinha” mostrou que tem muito, muito caminho pela frente para continuar brilhando.

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