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Amor amor, negócios à parte?

Amor amor, negócios à parte?

Casais empreendedores trazem dicas de sucesso do trabalho a dois.
Um já é bom, dois, é melhor ainda, assim comentam aqueles que trabalham junto ao cônjuge. De acordo com o Portal do MEI (Portal do Microempreendedor Individual), em março deste ano, foram registrados 11.916.041 novos MEIs no país. Entre os novos empreendedores está um grupo que tem crescido cada vez mais no ramo dos negócios: os casais empreendedores.
O Brasil tem batido recorde no índice de empreendedores, principalmente a partir do período pandêmico, onde muitos ficaram desempregados e precisaram se reinventar para garantir o sustento da família, ou até mesmo tirar aquele sonho de ter o próprio negócio do papel.

Muitas mulheres encontram dificuldade de ter a própria empresa e não receber o apoio do companheiro seja para cuidar dos filhos, da casa ou dentro da própria organização. Vivian Deus e o marido comprovaram que de fato a união faz a força. Há quase uma década, ela fundou em Belo Horizonte (MG), a loja Joaninha Brechó Infantil, vendendo roupas, acessórios e brinquedos infantis em perfeito estado de conservação, com produtos de qualidade, marcas reconhecidas no mercado e, principalmente, itens importados. Os clientes, além de comprar, podem também fornecer novas peças e comprar outros produtos da loja com desconto diferenciado.
O negócio foi tão rentável que em 2019, a empresa se tornou uma rede de franquias e com menos de 1 ano já possui 18 unidades na capital mineira, região metropolitana e interior de Minas. A expectativa é aumentar o número de redes até o fim do ano com mais lojas espalhadas pela capital mineira e interior do estado, além de outras cidades do Brasil. Ela conta que sem o auxílio do seu marido, seria complicado seguir com o sonho adiante, já que as filhas ainda eram crianças quando começou a conciliar a carreira de professora e empreendedora.

Lussandra e o marido são um dos franqueados da Joaninha Brechó. Há 3 meses, juntos, eles decidiram montar o empreendimento. Ela conta que o desejo deles era realizar algo em família, onde as duas meninas também pudessem participar e ajudar, já que ela trabalha como enfermeira e possui os compromissos da franquia.

“Além de ter a loja, sou enfermeira e trabalho em 2 centros de saúde. O meu marido cuida da parte administrativa, eu fico cuidando da parte de divulgação e colocando o toque feminino. Além disso, as meninas são envolvidas. A gente planejava fazer algo entre família mesmo, conversamos no início solicitando o apoio delas e tem dado super certo, elas são super participativas”, explica.
Outro grupo que também conta com o apoio dos companheiros é o Filhas de Farani, uma comunidade de ajuda mútua a mulheres que já empreendem ou desejam começar.

Será que vai dar certo?

A pergunta acima é bastante comum entre aqueles que pretendem empreender juntos. Muito além do amor, é necessário se organizar e saber diferenciar as coisas. “Muitos casais trabalham na mesma empresa ou até mesmo são sócios no mesmo negócio. Costumamos nos perguntar: será que vai dar certo? Será que a gente aguenta conviver tanto tempo juntos? Será que vou saber separar as coisas? Pois é, a solução vai depender de nós mesmos. Posso afirmar que foi um dos maiores desafios pra mim também”, diz a fundadora do Filhas de Farani, Ana Karoline Andrade.

“O convívio passa a ser “24 horas”, o que nos exige muita paciência e compreensão com o outro, pois cada um de nós possui valores diferentes. E muitas das vezes vamos realmente conhecer como a pessoa pensa e age em momentos de decisão. Os valores que ela carrega ficam muito claros e devem ser respeitados”, elucida.
Para ajudar essa convivência diária entre os casais no mundo empresarial, Ana destaca alguns pontos importantes:

  • 1- Chegar em casa e não falar de trabalho, afinal vocês precisam de vida fora da empresa, então trocou o cenário tentando trocar a chave na sua mente também;
  • 2 – Quando forem dormir também é proibido falar de trabalho, evitem brigar antes de dormir sobre temas relacionados ao trabalho;
  • 3 – Essa é crucial! Façam as reuniões da empresa na própria empresa. Não levem pra casa assuntos importantes da empresa, vamos separar os ambientes, ok?;
  • 4 – Não tente mudar o pensamento da pessoa com discussões. Ao invés de brigar e discutir, faça um levantamento do assunto, pesquise fatos e argumentos para convencê-la de algo. Assim fica muito mais fácil.

“Na verdade, o grande segredo é os dois conseguirem separar a pessoa da relação afetiva da pessoa da relação empresarial. Imagine que você não é a mesma pessoa no trabalho e em casa. E isso é real, porque temos atitudes diferentes dependendo do ambiente que estamos, pois cada lugar vai exigir de nós uma postura diferente. É importante que os dois tenham essa consciência”, perfaz.

Fontes: Ana Karoline Andrade, gestora na área alimentícia, empreendedora e fundadora do Grupo Filhas de Farani (@filhasdefarani) e Vivian Deus, empresária e fundadora há nove anos da loja Joaninha Brechó Infantil.

Imagem: Divulgação – Assessoria de Imprensa

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