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Saúde

Implantes dentários – Quem pode fazer, como, e os cuidados

CUIDADOS COM IMPLANTES DENTÁRIOS

Os implantes dentários são uma opção perfeita para solucionar a perda dentária, mas é necessário avaliar em quais pessoas são indicados, onde fazê-lo com total garantia e, uma vez colocados, saber os cuidados necessários.

Laura San Martín, professora do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Europeia Miguel de Cervantes, explica que os implantes são “fixações feitas principalmente de titânio que substituem dentes perdidos por qualquer motivo (cáries, doença periodontal, traumas…). São colocados através de uma técnica cirúrgica e uma fase protética que varia de acordo com o paciente, a localização (mandíbula ou maxila, setor anterior ou posterior) e o número de peças.

Em que casos os implantes não são indicados?

Na prática, “graças ao avanço dos métodos diagnósticos e das técnicas cirúrgicas”, quase todas as pessoas são candidatas à colocação de implantes, explica L San Martín, que acrescenta que “existem contra-indicações relativas que devem ser analisadas em cada uma delas. É necessário também considerar algumas contra-indicações absolutas que se baseiam principalmente “em patologias ou condições sistêmicas que afetam a integridade do paciente, doenças não controladas ou alterações relacionadas à coagulação, metabolismo ósseo”.

Contraindicações relativas

Pacientes diabéticos não controlados, que apresentam maior risco de infecção ou falta de cicatrização adequada após a colocação de implantes dentários.
Pacientes fumantes. Os fumantes têm 2,5 a 6 vezes mais probabilidade de perder implantes do que os não fumantes.
Pacientes com doença periodontal não tratada. A periodontite (Infecção gengival grave que danifica as gengivas) é o principal fator de risco para peri-implantite, que é um processo inflamatório que causa perda óssea ao redor do implante.

Contraindicações absolutas

Distúrbios de coagulação não controlados.
Pacientes imunossuprimidos , ou seja, com sistema imunológico enfraquecido.
Aqueles que sofrem de distúrbios do metabolismo ósseo, como osteogênese imperfeita ou osteomalacia (é o enfraquecimento e desmineralização de ossos maduros, geralmente devido a uma deficiência de vitamina D e cálcio).

CUIDADOS COM IMPLANTES DENTÁRIOS

Quanto tempo dura um implante?

A American Dental Association (ADA) estima a vida média de um implante em 25 anos. A experiência mostra que, este período pode ser prolongado quando uma técnica de implante correta é utilizada e o paciente pratica uma boa higiene e mantém hábitos orais adequados.

Os materiais usados ​​para os parafusos do implante são considerados hipoalergênicos. Há um número muito pequeno de pacientes alérgicos ao titânio, é uma porcentagem minúscula. Portanto, o risco de rejeição não é um grande problema para a permanência do implante.

O titânio é um material biocompatível que facilita a sua osseointegração, mas, por vezes, durante este período de osseointegração, não se forma osso suficiente ou de qualidade à volta do implante e não apresenta estabilidade. Adequado, formando um tecido fibroso entre o implante e o osso”.

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Cuidados essenciais com implantes

É claro que a higiene diária e o acompanhamento das revisões são essenciais para prolongar a vida útil dos implantes. Mas como deve ser a limpeza diária? A higiene bucal deve ser baseada no controle mecânico e químico da placa bacteriana, que atinge tanto os dentes quanto os implantes.

Controle mecânico

É realizada principalmente com a técnica de escovação (preferencialmente elétrica de cabeça redonda), fio dental e irrigadores orais. Existem escovas com cabeça estreita e específicas para escovas elétricas de cabeça redonda que permitem fácil acesso para limpeza do implante. Os irrigadores, que complementam – mas não substituem – a escova e o fio dental, são aparelhos elétricos que produzem um jato de água sob pressão que é aplicado diretamente nos dentes e gengivas para retirar restos de alimentos em áreas de difícil acesso.

Controle químico

Os dentifrícios mais adequados são aqueles com propriedades anti-sépticas e antibacterianas, como o flúor, bem como fórmulas avançadas que oferecem maior eficácia ao se combinarem com outros compostos, como o fluoreto estanoso, muito eficaz na eliminação da placa bacteriana, ajudando a reduzir a inflamação das gengivas.

Também podem ser utilizados enxaguantes bioadesivos ou géis com princípios ativos com propriedades anti-sépticas, desde que indicado pelo profissional.

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Por: Elaine Januário

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